Ao negar sigilo das contas de Cunha, ministro do STF alega “interesse social”
A decisão de Teori Zavascki foi divulgada nesta quinta-feira e abrange também os gastos da filha do presidente da Câmara
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| O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha: alvo após mentir em depoimento em CPI |
No despacho, o ministro, no entanto, atendeu parcialmente o argumento da defesa ao conceder acesso de Cunha aos documentos do inquérito que o incriminam. “O acesso aos autos do inquérito é direito assegurado à defesa, a ser exercido nos termos da Súmula Vinculante 14”, afirmou o ministro.
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| O ministro Teori Zavascki, do STF: "Publicidade do processo é pressuposto de sua validade" |
O pedido de sigilo foi feito na semana passada sem, entretanto, admitir a existência das contas do presidente da Câmara no país europeu. O próprio Cunha negou ser beneficiário delas em depoimento prestado de forma espontânea à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras e atualmente é alvo de uma representação, por quebra de decoro parlamentar, no Conselho de Ética da Câmara.
Os documentos apontam assinaturas de Cunha e movimentações feitas por sua mulher e filha em quatro contas bancárias abertas na Suíça entre 2007 e 2008, no banco Julius Baer.
De acordo com as investigações, o dinheiro que abastecia as contas soma US$ 34,5 milhões, que ele teria recebido, a título de propina, em negociatas envolvendo o contrato da Petrobras na compra de um campo de exploração em Benin, na África.



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